Dezoito novos ônibus para o transporte coletivo santista foram entregues. Todos circularão na Zona Noroeste da cidade (Vanessa Rodrigues/ AT) O prefeito Rogério Santos (Republicanos) disse nesta terça-feira (10), durante a entrega de 18 novos ônibus para o transporte coletivo santista, que deverá manter a tarifa do transporte público sem aumento até o final de seu mandato. O preço da passagem não sobe há quase dois anos e meio, em razão de subsídio financeiro. Porém, chegar à chamada tarifa zero depende de outras fontes de recursos, diz o chefe do Executivo santista. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A tarifa está em R\$ 5,25 e, segundo estimativa da Prefeitura, seria de R\$ 7,43 sem o subsídio. “São R\$ 2 milhões por mês para manter a tarifa no valor atual. Um aumento desses impactaria demais o trabalhador”, argumenta Santos. O prefeito afirma que zerar a tarifa do transporte público “é algo que se busca, mas que depende de financiamento”. “A gente vem fazendo alguns modelos diferenciados. Eu estou assinando agora um protocolo pelo qual Santos vai ser a primeira cidade no Brasil a vender créditos de carbono (cada crédito equivale a uma tonelada de carbono que se deixa de emitir na atmosfera). Estamos trabalhando nesse sentido e, havendo essa efetivação, usaremos para custear o transporte público”, comenta. “Também solicitamos aos deputados federais e estaduais que atuem junto aos governos Federal e Estadual, para que subsidiem os municípios no transporte público, pois tem que ser uma política nacional. É muito difícil para um município do porte de Santos conseguir zerar a tarifa sozinho”, diz. Menos emissões Com a entrega desta terça-feira (10), a frota operacional, de 200 veículos, passa a ter 25% deles fabricados com a tecnologia Euro 6, que reduz a emissão de gases na atmosfera e é ligeiramente mais avançada que a Euro 5, também mais limpa e nos demais coletivos. “A cada sete anos, os ônibus são substituídos e, com isso, temos uma frota com uma média de vida de três anos e meio. Isso traz maior confiabilidade e menos manutenção. Eles (os novos coletivos) vão para a Zona Noroeste porque é onde existe o maior percentual de pessoas que utilizam o transporte público”, acrescenta. Rogério Santos afirma haver um estudo para eletrificar a frota de maneira gradual. “O ônibus elétrico tem um custo três vezes maior, e isso impacta no preço da tarifa”, menciona.